Evidências científicas para a ação farmacológica Anticancer do Baccharis dracunlifolia Própolis Brasileira

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Propolis é um tradicional suplemento nutricional produzido por abelhas e vastamente utilizado como um remédio popular em todo o mundo. Sua composição química e atividades biológicas variam dependendo do local da produção, da origem botânica, estação do ano e do tipo de abelhas. No Brasil, o tipo mais popular e bem pesquisado é a propolis verde largamente produzida no estado de Minas Gerais a partir da planta Baccharis dracunculifolia – Alecrim do campo. Este tipo especifico de propolis, quando devidamente beneficiado, demonstra extraordinárias atividades como um agente antitumoral (citotoxico, anti-proliferativo e antimetastasico), analgésico e antin-flamatório, imuno-modulador, antioxidante, antimicrobiano, e cicatrizante. Ele tem sido utilizado com segurança por ambos; medicos e como um remédio popular tradicional no Brasil, Japão e muitos outros países, como uma nutrição de apoio ao longo do tratamento convencional do cancer ou no apoio às terapias biológicas do cancer. Paulino e colaboradores aqui revisam seus próprios estudos sobre a própolis e muitas outras publicações científicas sobre os mecanismos farmacológicos inter e intra celulares. Ele irá demonstrar que a própolis do Baccharis dracunculifolia pode modular alvos celulares interessantes em diferentes células cancerígenas, tais como fator de transcrição nuclear (NFkB); a prenilação pós translacional na sinalização da Ras-GTPase; as vias do citocromos p38-MAPK, PI3K / Akt / PKB ; a cicloxigenase-2; COX-2 e a via da prostaglandinas E2 e iNOS ou a expressão e-NOS e respectiva produção de óxido nítrico. Além disso, a própolis modula a fragmentação de DNA induzida pelo citocromo-C; a sinalização da proteina p53; liberação de proteínas pró-apoptóticas Bax e Bak; inibição da neoangiogénese por modulação de metaloproteinases de matriz (MMPs) e o fator da expressão de crescimento endotelial vascular (VEGF); controle da diferenciação celular pela modulação da proteína p21 (WAF1/Cip1), em associação com CDK2 e ciclina. Finalmente, a própolis do alecrim-do-campo tem sido utilizada em terapia associativa para melhorar a eficácia de drogas de quimioterapia (por exemplo, combinação com paclitaxel, resveratrol, vinorelbina, etc), enquanto o encurta o tempo de tratamento e reduzir os efeitos colaterais do tratamento com ambos; quimioterapia sintética e radioterapia. Resultados publicados recentemente sugerem que a própolis do Baccharis dracunculifolia pode ser utilizada para apoiar a terapia biológica ou em associação com quimioterapia ou radioterapia, como um suplemento alimentar natural para ajudar a tratar ou prevenir o cancer. Os ensaios clínicos e farmacocinéticos com animais e seres humanos serão mencionados.

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